‘Apanhou de estuprador’: chacota teria motivado morte de Dante Michelini; suspeito conversou com corpo decapitado após assassinato

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O homem apontado como autor do assassinato de Dante Brito Michelini, de 76 anos, confessou que a motivação do crime teria sido uma chacota sofrida por ele alguns dias antes do crime, quando foi ridicularizado por ter apanhado da vítima.

Após matar e decapitar Michelini em um sítio na localidade de Meaípe, em Guarapari, Willian Santos Manzoli, de 28 anos, voltou ao local do crime no dia seguinte, onde permaneceu ao lado e conversou com o corpo decapitado, segundo a Polícia Civil.

“Dantinho”, como a vítima era conhecida, foi encontrado morto no dia 3 de fevereiro. Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso da morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.

Em depoimento à polícia, Manzoli relatou que foi humilhado em uma boca de fumo local por ter sido derrotado por um “Jack” – gíria usada para se referir a quem comete estupro. Essa zombaria teria estimulado o desejo de vingança que culminou no assassinato de Michelini.

De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, ao voltar ao sítio após o assassinato, William sentou ao lado do cadáver e, enquanto fumava um cigarro de maconha, o investigado falava com o corpo frases como: “Viu só, Jack?”. O suspeito ainda teria urinado na vítima decapitada.

Decapitado vivo

 

William informou aos policiais em uma reconstituição não oficial que foi realizada na manhã desta quarta (11), no mesmo local do crime, que decapitou Dante com ele ainda em vida.

“Ele foi morto no dia 19 de janeiro e descobrimos o corpo no dia 3 de fevereiro. A putrefação é grande, mas podemos afirmar que ele sofreu muito. Teve a cabeça cortada quando estava vivo“, destacou o delegado.

Ocultação da cabeça

 

Após decapitar a vítima, a polícia apurou que o homem percorreu parte do trajeto até a região central de Guarapari utilizando uma bicicleta, levando a cabeça em uma sacola.

O suspeito a retirou e arremessou no canal de Guarapari. Na primeira tentativa, porém, a cabeça teria boiado. Ele, então, entrou na água, a pegou novamente e amarrou com arame a uma pedra antes de fazer um novo descarte, desta vez afundando.

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